sábado, 7 de julho de 2012


Goma Guar                       

Extraída da semente da Cyamopsis tetragonolobus.

E uma galactomanana composta por unidades demanose e galactose.
     
Muita comum e utilizada na indústria de alimentos.

Rapidamente hidratada em água fria.
Estável ao calor.

Ex. de aplicação: sorvetes, molhos, bebidas, iogurtes, etc.





GOMA LOCUSTA ou LGB

_ Extraida da semente da planta Ceratonia siliqua.

_ Similar a goma guar.
_Ex. de aplicacao: Sorvetes, creamcheese, etc.







GOMA ARÁBICA ou ACÁCIA

Z Obtida a partir do exu dado de arvores Acácia.

Z Heteropolissacarideo complexo e composto por 2 frações.

Z Forma soluções acida e pouco viscosas. E podem sofrer alteração em função do PH.

Z Ex: Fixador de aromas em misturas para bebidas previne
        cristalização do açúcar em confeitos, estabilizante de espuma, etc.




GOMA KARAYA

Z Exsudado da arvore Sterculia urens.

Z Heteropolissacarideo de elevado peso molecular.

Z Absorve água ate formar uma solução viscosa parecendo um gel.

Z Com o tempo pode perder grupos acetilenos e dar origem a cheiro de acido acético.

Z Viscosidade pode diminuir com íons e baixo pH.






CARRAGENA

Extraída de algas Chondrus Cris pus ou musgo irlandês
provenientes da costa do atlântico norte.

Mistura complexa de no mínimo 05 polímeros distintos: κ
(Kappa); λ (lambda); μ (mu); ι (iota) e ν (nu).

São polímeros sulfatados e quanto maior o grau de sulfatarão
maior será a solubilidade a frio.

A carragena e comercial e composta por misturas dessas frações. São instáveis em PH abaixo de 5,0 e estáveis > de 7,0.

Utilizada como: espessaste e estabilizante em uma grande gama de produtos alimentícios.

AGAR AGAR

_ Extraída de algas vermelhas Rhodophyceae.

_ Possui características similares a goma carragena.

_ Semelhante ao amido, possui 02 frações:

_ Agarose: Não contemgrupos sulfatos. Gelifica.

_ Agaropectina: Contem todos os sulfatos. Não Gelifica.

_A gelificação e totalmente reversível:


ALGINATOS

_ Extraído de algas marrons Paeophyceae.

_ Encontrados nas formas:

_ Solúveis – Sais de metais alcalinos, amônio e aminas.

_ Insolúveis – Sais de íons bi ou trivalentes.

_ A viscosidade das soluções de alginato diminui com acréscimo de temperatura e são estáveis em ph 5-10.

_ Utilizados em Sorvetes, queijos, molhos, sucos, etc.










GOMA XANTANA

_ Produzida por microrganismos Xantomonas campestris.

_ 1a goma produzida industrialmente por fermentação.

_ E totalmente solúvel em água quente ou fria e produzem dispersões de alta viscosidade em baixas concentrações.

_ E estável em ampla faixa de pH e temperaturas 0-
100°C.

    Utilizadas para estabilização de dispersões aquosas e emulsões.

_ Substitutos para o amido.

_ Propriedades de “bombeamento” interessantes.

_ Muito utilizada na indústria de alimentos em diversos produtos





GOMAS


Z GELANA
Z KONJAC
Z TRAGACANTE
Z ALGARROBA

Z MUITO UTILIZADAS EM COMBINACOES

Z PODER SINERGICO.

Z A MISTURA POTENCIALIZA ALGUMAS CARACTERISTICAS E POSSIBILITA A ECONOMIA DE RECURSOS.














GOMAS ou HIDROCOLÓIDES



_ São polissacarídeos de alto peso molecular e extraídos de
diversas fontes como algas marinhas, sementes, arvores, etc.

_ Tem propriedades na TEXTURA como aumento de viscosidade,
formação de gel, espessaste, estabilizante e outras.


Aumentam o rendimento de receitas !!^^

Polissacarídeos - GLICOGÊNIO



v Polissacarídeo característico de animais.

v Armazenado no fígado e músculos.

v Similar a amilopectina (contem ligações μ1,4 e μ1,6 μ1,6),
v porem com maior peso molecular e ramificações.

v Fonte de energia rápida para contração muscular e
v manutenção do nível de glicose no sangue.


Polissacarídeos – CELULOSE

v Substancia orgânica mais abundante na Natureza.

v 1/3 da matéria vegetal do planeta.

v Compõe a parede celular dos vegetais.

v Não digerida pelo homem.

v Considerada fibra dietética e ajuda o funcionamento do intestino.

CELULOSE

v Cadeia linear composta por 100-200 unidades de glicose unidas por ligações β 1,4.



CELULOSE

 A estrutura linear associada a pontes de hidrogênio intermoleculares formam regiões de elevada ordem cristalina. Dessa forma se tornam insolúveis e de baixa reatividade.

As regiões amorfas conseguem ser atacadas por solventes e reagentes químicos. A hidrolise total só efeito por enzimas.


Carboximetilcelulose – CMC

_ Utilizada para aumentar a viscosidade de alimentos.

_ Dissolve em água  é estável em pH 5-10
_ Forma sais estáveis com íons monovalentes e precipita com trivalentes.

_ Auxilia solubilização de proteínas.



APLICAÇÕES – CMC

_ Ligante/espessaste: pudins, queijos fundidos, recheios, etc.

_ Ligação com água / diminui crescimento de cristais de gelo:
sorvetes e sobremesas geladas.

_ Diminui formação de cristais de açúcar: Confeitos,coberturas, xaropes.
_ Aumento de volume: bolos e tortas.

_ Estabilizante de emulsões.

HEMICELULOSE

Z Juntamente com a celulose e a lignina, compõe a parede celular dos vegetais.

Z Possuem algumas aplicações nos alimentos:

Z Aumentam a capacidade de absorção de água em Paes e bolos integrais.

Z Diminuição da retrogradarão do amido em Paes.


Polissacarídeos – PECTINA

_ Polímeros de α-D-Acido Galacturonico unidos por ligações glicosídicas α1,4.


   


Z Encontrada na lamela media da parede das células vegetais.

Z São responsáveis pela firmeza/amolecimento na maturação
Z de frutos.

Z Possuem capacidade de formação de GEL.

PECTINA

Z Grupo compreende as substancias pécticas. São similares em estrutura, mas com propriedades físico-químicas diferentes.

Z Protopectina: Combinado com celulose e hemicelulose.

Z Associados aos frutos “verdes”. Insolúveis em água.

Z Ácidos Pecticos: Possuem poucas metoxilas. Solúveis em água. Não formam gel.

Z Acidos Pectinicos: Grande no de metoxilas. Formam Gel.

Z Pectina: Termo geral. Metoxilas variáveis. Formam gel.


Z E hidrolisada nos vegetais ao longo do amadurecimento por enzimas pectinoliticas.

Z Ou por ácidos, álcalis e calor.

Z O gel e formado em solucao de sacarose em meio acido (pH ideal 2,8-3,5).

Z Comercialmente temos pectina:

Z Alta Metoxilacao (ATM) – onde > 50% de esterificação
Z Baixa Metoxilacao (BTM) – onde < 50% de esterificação

Z O grau de esterificação (ATM ou BTM) juntamente com o peso molecular da pectina determinam a capacidade e a velocidade de formação de GEL e de sua Rigidez.

Z Importante: Geleias e Doces de corte

Z Fontes industriais

sexta-feira, 6 de julho de 2012

amidos modificados



AMIDOS MODIFICADOS 

_ Criados a partir de necessidades especiais das

industrias.

_ Adquirem diversos tipos de propriedades diferentes:

_ Gel ou gelificacao

_ Viscosidade

_ Diminuicao da retrogradacao / Aumento da estabilidade

_ Temperatura de gelatinizacao

_ Solubilidade

_ Textura / Aparencia


Tipos de modificacoes:
 
Quimicas, Fisicas ou enzimaticas.
_ Dextrinizacao: Hidrolise acida, alcalina ou enzimatica do amido em

cadeias menores (dextrinas). Tambem chamadas Maltodextrinas.

Em meio acido diminuem a viscosidade, forca de gel e aumenta

temperatura de gelatinizacao.

_ Branqueados: Obtidos pela aplicacao de hipoclorito de Sodio.

_ Oxidados: Submetidos a um agente oxidante, o amido torna-se

menos susceptivel a retrogradacao, gel de baixa rigidez e mais claro ao

longo da estocagem.






 Pre-gelatinizado:
Modificacao fisica do amido, onde ele e hidratado,

gelatinizado e seco por spray-drying.

Solubiliza facil e rapidamente, inclusive em agua fria.

Muito utilizados em alimentos que precisam de aumentar

sua viscosidade e baixas temperaturas.

exemplos:
                        

gelatinização e retrogradação


Gelatinização

É quando No aquecimento ocorrem quebras de p.h. nas zonas
cristalinas. A água consegue penetrar nas micelas e o
granulo aumenta de tamanho conforme o aumento da
temperatura.
Ponto de gelatinização do amido: Ponto em que o amido
perde a birrefringencia devido o desaparecimento dos cristais.

_ O grao incha, a viscosidade aumenta e forma uma “pasta”.
_ Atinge um pontomaximo ate a degradacao da estrutura do amido.
_Ocorre a Perda das zonas cristalinas e o amido fica transparente.


Matriz do Amido T.
gelatinização (oC)
Batata
56-66

Mandioca
58-70

Milho
62-72

Trigo
52-63

Arroz
61-77



RETROGRADAÇÃO
 
  •  Ocorre após resfriamento da solução.
  • Reaproximação das moléculas.
  • Pontes de hidrogênio se reorganizam e expulsam
  •  novamente a água.
  • Nova formação de cristais.

Microscopia do amido


Microscopia amido


O objetivo disto é analisar a morfologia dos amidos sob microscopia eletrônica e as propriedades físicas deles

Amido de trigo: obtido de frutos de Triticum vulgare L., Poaceae

Apresentam dois tipos de grãos: os maiores são lenticulares quando vistos de frente ou biconvexos quando vistos de lado, arredondados ou ovalados, com estrias pouco visíveis e hilo pontuado em raros grãos. Os menores têm forma arredondada ou ligeiramente poligonal. Em média medem 20 a 30 μm.


Amido de milho: obtido de sementes de Zea mays L., Poaceae

Os grãos oriundos da periferia da semente são poliédricos achatados, ligeiramente abaulados. Os da parte interna são ovoides e menores, apresentando hilo pontuado ou estrelado. Medem em média 30 μm.


Amido de arroz: obtido de frutos de Oryza sativa L., Poaceae
Apresenta tamanho muito pequeno e contorno poliédrico. São amidos do tipo compostos, portanto em microscopia são visualizados em pequenos grupos ou agregados irregulares. Medem de 2 a 8 μm, podendo chegar a 10 μm.


Fécula de batata: obtida de tubérculos de Solanum tuberosum L., Solonaceae

Os grãos são elipsoides, ovais, periformes, arredondados, subtriangulares, com lamelas excêntricas e bem visíveis. O hilo é pontuado e excêntrico. Os grãos menores, de 6 a 15 μm, formam geralmente agrupamentos de dois ou mais grãos. Os grãos maiores variam de 40 a 70 μm, podendo chegar a 100 μm.